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Centenário do Corinthians
Alô meus amigos corintianos.
Hoje vocês são os heróis da “coruna”.
É sabido, desde que Charles Darwin criou a Teoria da Evolução das
Espécies, que todos nascemos corintianos até que se prove o contrário.
Segundo os meus colegas da redação, Ilson José e Ademir de Castro, ser
corintiano é sofrer no paraíso. A minha amiga Sueca já diz que é um
estado de espírito. Para o fanático Xexéu, corintiano é ir além de ser
ou não ser o primeiro, como já cantou Toquinho. Vartão da Globo Esporte
pensa como Gilberto Gil, não importa o plano do destino, cada jogo é o
coração que joga. Para Rogério Bento, ser campeão é um detalhe, basta
ganhar do Palmeiras, São Paulo, Santos... O meu amigo Zé Pazim acha que
o melhor time do mundo é o infantil do Corinthians, o juvenil do
Corinthians, depois o time principal e por fim o master da fazendinha.
Para Ortogamis, ser corintiano é viver uma paixão sem controle. É viver
a vitória com uma intensidade como se ela fosse a única e a última. Para
Percival, quem tem coração corintiano vive mais por ser fiel: um século,
uma única paixão!
Em homenagem ao Sport Club Corinthians Paulista e à sua imensa nação
pelos 100 anos de uma história vencedora, escalei a “seletimão de todos
os tempos”.
Como sou sãopaulino, não poderia deixar de fora desta seleção o lateral
Zé Maria, que era conhecido por Super Zé. Nem é preciso dizer que a
sugestão nasceu do nosso herói Brigitte. Não foi fácil montar um “timão”
na acepção da palavra, mas o objetivo foi de aliar categoria e garra,
qualidades inerentes ao Coringão.
Gilmar, Zé Maria, Domingos da Guia, Gamarra e Wladimir; Dino Sani,
Sócrates, Neto e Rivellino; Marcelinho e Baltazar.
Deste esquadrão, todos sem exceção são camisas dez.
Quando no último jogo do Corinthians o Ronaldo Fenômeno recebeu a camisa
100, ele próprio perguntou: - É em homenagem ao centenário? Foi quando
lhe responderam: - Não, é o número do seu peso...
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