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Edson Eidi Watanabe

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Herivelto Martins – 100 anos
 

O maior legado do nosso herói de hoje foi a sua música.
Sua trajetória é dividida em duas partes: antes e depois de Dalva de Oliveira, sua musa inspiradora, a sua eterna Estrela D’alva.
No início fez parte da dupla Preto e Branco e, em seguida do grupo Trio de Ouro, com a participação da cantora Dalva de Oliveira, dona de uma voz poderosa e melodiosa com quem Herivelto se apaixonou.
Após dez anos de união e dois filhos, Pery Ribeiro, cantor de sucesso e o caçula Ubiratan, o casamento se dissolveu protagonizando um escândalo nacional estampado na imprensa dos anos 50.
Mas esse episódio serviu para fortalecer a carreira de Herivelto, porque diante da dor da separação compôs verdadeiras pérolas do cancioneiro brasileiro, retrato fiel da crise que estava vivendo.
A partir daí houve um verdadeiro duelo musical entre ambos: ele fazendo parceria com David Nasser, jornalista da revista “O Cruzeiro” e excepcional compositor, contra Dalva, sustentada por letras/músicas de Ataulfo Alves, Nelson Cavaquinho, Mário Rossi e outros.
Tudo começou com o samba de Herivelto “Cabelos Brancos”, respondido por Dalva com o “Tudo Acabado” de Piedade e Osvaldo Martins. Herivelto respondia com outras canções como o antológico “Caminhemos”, “Quarto Vazio”, “Caminho Certo” e “Segredo”, Dalva rebatia com “Calúnia”, “Errei Sim” e “Mentira de Amor”.
E o público brasileiro era quem ganhava. O clima era propício para viver uma boa fossa e as músicas embalavam os suspiros a favor, ora de Herivelto, ora de Dalva.
Mas como a vida continua, o nosso herói conheceu Lurdes Torelly, uma morena de olhos verdes que foi seu grande amor e companheira por quase 40 anos e lhe deu três filhos: Fernando, Yaçanã e Herivelto Filho. Para ela foi composta a música “Pensando em ti”, imortalizada por Nelson Gonçalves, acirrando ainda mais o duelo musical com Dalva.
Como num conto de fadas, algum tempo depois, Dalva e Lurdes tornaram-se muito amigas, sendo Lurdes, o esteio de Dalva até o fim de sua vida e, todos viveram felizes para sempre...
Herivelto Martins talvez tenha sido muito antes de Vinícius de Moraes, o primeiro branco de alma negra do nosso samba.
Enquanto houver alegria, amor e paixão ele não será esquecido jamais.
A nossa homenagem ao eterno Herivelto conta com Nego Caçador (Hoje quem paga sou eu); Euricão (Negro telefone); João Borges (Atiraste uma pedra); Jerônimo Xavier (Pensando em ti); Joãozinho do bandolim (Nega manhosa); Raimundo Silva (Acorda Escola de Samba); Rubens Sanches (Carlos Gardel); Maria Rocha (Vermelho vinte e sete); Percival e Lúcia (Noite enluarada); Zenóbio (Praça Onze); Otília (A Lapa); Lusmarina (Ave Maria no morro); Zé Eletricista (Camisola do dia); Laine (Saudosa Mangueira); Cláudia Borges (Se é por falta de adeus); Beto Alcalá (Que rei sou eu?); Watanabe (Adeus).




























 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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