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Em menos de três dias a região perdeu duas figuras de escol: os ex-prefeitos Honório Amadeu, de Jales, e Mario Pozzobon, de Votuporanga;
Honório
Vitimado por distúrbios metabólicos de diabetes, faleceu no sábado passado, aos 76 anos de idade, na Santa Casa de Misericórdia de Jales, o ex-prefeito daquela cidade, Honório Amadeu. Ele foi prefeito por duas vezes entre 1965 a 1969, 1973 a 1977, tendo ocupado também os cargos de vice-prefeito e vereador entre 1961 a 1965. Em seu segundo mandato como prefeito, desapropriou uma área da fazenda do espólio Euply Jalles, localizada no perímetro urbano da cidade para nele instalar um distrito industrial. O ato, tido como arrojado, ficou conhecido como ‘derrubada da cerca’, pois aquela área, cercada por arame farpado, impedia o progresso da cidade. Seu sepultamento, precedido de culto evangélico, ocorreu no domingo passado, por volta das 15:00 horas
grande líder
Foi sepultado por volta do meio-dia de terça-feira, dia 31, em Votuporanga, o ex-prefeito Mário Pozzobon, 88 anos, falecido no dia anterior vítima de complicações cardíacas. Foi um plantador de progresso, e vitalizador de cidades. Político dos antigos, sua preocupação era o atendimento das necessidades dos menos favorecidos e, por isso, era muito querido pelo povo. Abriu vários loteamentos populares em Votuporanga, sendo um dos responsáveis pela grande expansão da cidade.
atualidade de Rui
Na perplexidade em que se encontra a sociedade brasileira diante do acúmulo de integrantes do alto governo banalizando as ações contra o patrimônio público, vem à lembrança a indignação de Rui Barbosa: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça; de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.
tudo dominado
Parece que vivemos num tempo em que o forte é roubar a pátria amada. Difícil o dia em que a imprensa não divulga um assalto à bolsa da Nação. São tantos os ministros, os altos magistrados, e os comandantes de estatais que tratam a coisa pública como própria, que já não causa espanto quando um outro malfeito é divulgado pela imprensa.
jabaculê
Foi assim na segunda-feira, 30, quando anunciada a exoneração do superintendente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Danucci, acusado pela compra de um apartamento em Miami e de ter duas empresas offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, onde teriam sido depositados U$ 25 milhões. Dinheiro que, segundo o dossiê que o derrubou, seria propina de dois fornecedores da Casa da Moeda.
colarinho branco
Offshore é um termo da língua inglesa cujo significado literal é “a pouca distância da costa”. Em termos financeiros, é designada por offshore uma empresa que tem a sua contabilidade num país distinto daquele (s) onde exerce a sua atividade. Tem surgido com muita frequência associado a empresas ou contas abertas em paraísos fiscais, que são por vezes utilizadas para fins ilícitos e crimes do colarinho branco.
‘ Lasciate ogni speranza...”*
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, na reabertura do Ano Judiciário, na quarta-feira, dia 1º, rebateu as críticas ao Judiciário, acusado de corporativismo e de dificultar a investigação sobre magistrados suspeitos: “Só uma nação suicida ingressaria voluntariamente em um processo de degradação do Poder Judiciário”, disse ele. Admitiu em seu discurso que a magistraturas não é invulnerável à corrupção e o Judiciário é o Poder que mais se fiscaliza. Ele classificou como “impróprias” e “tendentes a constranger juízes e ministros” as pressões exercidas contra magistrados.
* lasciate
Lasciate ogni speranza, voi ch’entrate: “Abandonai toda esperança, vós que entrastes”, escreveu Dante Alighieri em “A Divina Comédia”, (canto III, 9º verso), como dístico esculpido à porta do Inferno.
espeto de pau
É estarrecedor o relatório de inspeção realizada pelo Conselho Nacional do Ministério Público no Ministério Público do Estado de São Paulo. Segundo o relatório, os inspetores do Conselho encontraram no MP paulista irregularidades do arco da velha, coisas que não se supunha existir numa instituição cuja função é fiscalizar o cumprimento da Constituição e das leis em toda a administração pública no Estado. Os malfeitos vão de desperdício de dinheiro, irregularidades em licitação, furtos, extravio de processos e morosidade nas investigações. Numa instituição que tem como tarefa defender a ordem jurídica, o regime democrático e os interesses sociais e individuais, o Conselho apurou que 63 procuradores, de 240 pesquisados, estavam com serviço atrasado.

































 









 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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