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Santa Fé do Sul - SP e sua cidade |
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Médicos da Santa Casa em greve
Por Isaias Basso Na última terça-feira, dia 2, em entrevista a uma emissora de rádio da cidade, o provedor da Santa Casa, Natal Franco, disse que a partir daquele dia os médicos da Santa Casa paralisaria os atendimentos a pacientes do SUS, mas que estariam atendendo os casos de urgência e internações que se fazem necessárias. Na ocasião, o provedor disse que a Santa Casa é uma instituição falida e que não tem dinheiro. Lá foi realizado um levantamento pelos funcionários do Ame e que planilha sairia ontem, dia 5, e que isso iria proporcionar uma direção para os destinos da Santa Casa. Isso ocorreria após o fechamento desta edição. Disse também que a Santa Casa deve aos médicos os salários de plantão à distância que são 50% do mês de dezembro e o mês de janeiro, e isso atinge um montante de R$ 283 mil. Segundo Natal Franco, ele propôs aos médicos o pagamento de R$ 150 mil no dia 10 de março, que pagaria os 50% do mês de dezembro e parte do salário do mês de janeiro e ficaria devendo o restante do que está atrasado "Todos sabem que a Santa Casa não tem dinheiro para cobrir as suas despesas. Estamos envolvendo novamente os prefeitos, vamos tentar envolver o governo através do secretário da Saúde do Estado para ver se há possibilidade de melhorar a verba do SUS, que hoje gira em torno de R$ 220 mil mensais Existem empréstimos que são abatidos nessa verba, porque são empréstimos consignados. Na verdade, a Santa Casa não recebe os R$ 220 mil e sim R$ 179 mil, pois já vêm descontados os valores das prestações daqueles empréstimos e a diferença retida faz muita falta aos cofres da Santa Casa", disse Natal Franco, naquela ocasião. Na última quinta-feira, dia 4, nas dependências da Prefeitura, realizou-se uma reunião da qual participaram Gilberto Faidiga, vice-prefeito; Walter Muller, prefeito de Santa Rita D’Oeste; Fábio dos Reis Vicenzi, presidente da Câmara Municipal de Santa Fé; Sueli Pelaio, secretária Municipal da Saúde; José Ribeiro Guimarães Neto, chefe de gabinete; Ronaldo Salvini, secretário Municipal de Administração; o provedor da Santa Casa, Natal Franco e outras pessoas ligadas à administração pública e à saúde. O provedor da Santa Casa disse à reportagem que o prefeito estava em viagem à capital do país, e lhe telefonou e também o fez ao vice-prefeito e secretários, para que se reunissem para encontrar uma forma de se conseguir algum dinheiro, a fim de resolver temporariamente o problema, mas, na reunião, segundo Natal Franco, não conseguiram encontrar nenhuma solução. Disse ainda o provedor que está pensando em fazer um empréstimo ou coisa parecida para atender ao pedido dos médicos que, ao todo, são 47 profissionais, incluindo plantonistas. "A Santa Casa está passando por dificuldades financeiras, como é do conhecimento de todos. É uma situação que vem se arrastando há tanto tempo e hoje chegou a um ponto difícil, mas, não impossível de ser resolvido. Vou negociar com os médicos e fazer uma proposta a eles e pode ser que não cheguemos a um consenso. Trata-se de uma proposta que temos condições de cumprir", argumentou Natal Franco. Segundo ele, os médicos estão agindo com bom senso e prestando os serviços necessários para os casos de urgência e que iria conversar com eles para tentar uma nova negociação. Entende o provedor que quem trabalha precisa receber o seu salário, pois depende dele para pagar as suas contas. Uma vez que os médicos não estão recebendo, também ficam sem condições de cumprir com os seus compromissos e isso os prejudica. "A situação da Santa Casa é crítica, mas e que estamos procurando um caminho. Não estamos de braços cruzados. Vou pedir a eles que não deixem o pior acontecer à Santa Casa, pois estamos tentando buscar os recursos para liquidar a situação para com eles", asseverou Natal Franco. Com relação aos casos de urgência, o provedor disse que os médicos continuam atendendo e permanecem todos lá, até no plantão e quem tem plano de saúde ou convênio ou particulares estão sendo atendidos. Somente estão paralisados os atendimentos do SUS, justamente pelo valor que é pago e não é suficiente para suprir as necessidades daquela instituição.
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