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As opções de substituição das sacolinhas plásticas

Por Aline Amaral

 O consumidor pode encontrar inúmeros modelos

de meios sustentáveis para transportar suas mercadorias
Desde o último dia 24 o fim do uso das sacolinhas plásticas em supermercados tem obrigado a população a reeducar seus hábitos na hora das compras.
Algumas pessoas foram contra o acordo do governo do estado de São Paulo com a Associação Paulista de Supermercados, alegando que as sacolinhas eram reutilizadas para o depósito de lixos domésticos e outras utilidades.
“Eu achei completamente errado, um absurdo essa decisão. As sacolinhas deveriam ser disponibilizadas pelos supermercados, pois é uma humilhação a pessoa que não tem dinheiro para comprar as sacolas ter que carregar as mercadorias nas mãos, como uma pasta de dentes ou uma mulher que compra um pacote de absorventes. Essa decisão beneficia apenas os donos de supermercados que já são ricos e pode até dar certo na nossa região, mas em grandes capitais, como em São Paulo, os moradores que vivem em condições miseráveis vão jogar os lixos domésticos nas ruas e rios, pois não gastarão dinheiro comprando sacolinhas”, disse indignado o motorista desempregado, Adilson José Pereira.
Como a mudança já foi estabelecida, desde então, o transporte das compras deve ser feito, obrigatoriamente, por meios sustentáveis, por isso diversas empresas já estão lançando no mercado várias opções de substituição das sacolinhas. Algumas alternativas são as sacolas biodegradáveis, oxibiodegradáveis e as sacolas retornáveis (ecobags de lona, Ráfia, tecidos ou Pet) que são mais resistentes e reutilizáveis. Também é possível transportar as compras em caixas de papelão, caixas de plástico, em carrinhos de feira ou, nos mais atuais, carrinhos com bolsa.
Todas essas opções estão sendo criadas em modelos e tamanhos diversos e as ecobags são as preferidas da população, pois o consumidor gasta uma vez só com a compra da sacola e pode usá-la diversas vezes.
“Eu prefiro as bolsas retornáveis porque gosto de passar no mercado toda semana e com duas delas é possível levar as compras sem muito esforço. Além do mais, elas são de um material bem levinho, que dá para dobrar e carregar dentro da bolsa quando saio de casa. Já as sacolinhas biodegradáveis, é preciso adquirir várias para levar toda a mercadoria e é um gasto a mais todas as vezes que a pessoa vai fazer uma comprinha”, disse a dona de casa Maria do Carmo, de 39 anos.
Em Santa Fé os supermercados ainda não oferecem muitas variedades para a substituição das sacolinhas, mas os consumidores podem optar pelo que melhor lhe convier. As opções que podem ser encontradas nos supermercados são caixas de papelão, para aqueles que fazem uma compra maior, porém não são suficientes para suprir a demanda; sacolinhas biodegradáveis, no valor de R$ 0,19 cada, e as sacolas ecobags de Ráfia.
De acordo com o gerente de um dos supermercados, Luan Fernandes, as sacolas retornáveis são as mais vendidas e é exatamente essa a intenção, que o consumidor traga a sacola retornável de casa. “As sacolinhas biodegradáveis são uma opção para o cliente que compra poucos itens e, principalmente, para aquele que sai de casa e resolve no caminho passar no supermercado ou para aquele que esquece a ecobag em casa, disse”.
Os valores das ecobags variam de R$ 1,00 a R$ 20,00, dependendo do tamanho, modelo e tipo de material. As caixas de papelão, normalmente, são distribuídas de graça enquanto durarem. As sacolinhas biodegradáveis custam cerca de R$ 0,20. Já os carrinhos com bolsas são mais caros, custando de R$ 20,00 a R$ 50,00, também variando de acordo com o tamanho da bolsa.
Com o fim das sacolinhas, o consumidor também precisa calcular, antes de sair de casa, o que comprará no supermercado, o tamanho da compra, para saber quantas ecobags, caixas ou carrinhos serão necessários para transportar toda a mercadoria e se é ou não vantajoso optar pelas sacolinhas biodegradáveis.
Fonte de Renda
O uso de sacolas retornáveis também se tornou uma fonte de renda para quem deseja ganhar um dinheiro extra usando talento e criatividade, como a costureira dona Jô, que morava na 9 entre as ruas 10 e 12, que desde a decisão do governo, resolveu costurar e customizar sacolas retornáveis de tecido jeans.
“Aproveitando que as pessoas precisam dessas sacolas, resolvi fazer alguns modelos no tecido, com botões e que podem ser dobradas em várias partes virando uma pequena bolsinha de mão. Espero que as minhas clientes gostem, pois vou oferecê-las primeiramente a elas”, disse a costureira.
As bolsas retornáveis de dona Jô custarão R$ 10,00 cada uma.
 


 







 






 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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