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Consagração a Deus
A exatos quarenta dias após o natal, a data de dois de fevereiro
celebra a apresentação de Jesus ao tempo em Jerusalém.
Assim estabelecia a lei. Todo primogênito devia ser consagrado ao
Senhor. O gesto tinha a clara intenção de reconhecer a soberania de
Deus, Senhor e fonte de vida.
Narra o evangelho que José e Maria obedeceram literalmente às normas
estabelecidas pela Lei, que determinava a apresentação do menino no
templo aos quarenta dias de seu nascimento. Mais uma vez o jovem
casal, José e Maria, demonstrava não reivindicar nenhum privilégio.
Ao contrário, pareciam convictos do dever a cumprir, não se achando
em nada acima dos outros. A missão recebida, mesmo sendo
excepcional, não lhes conferia nenhum status de superioridade. Em
tudo, submetiam-se às normas da lei.
Mas assim fazendo, davam verdadeiro cumprimento à lei antiga,
explicitando o seu significado. A consagração no templo aos quarenta
dias queria significar que a criança pertencia a Deus. Este sentido
da lei se tornou pleno, quando na verdade estava sendo consagrado ao
Senhor o menino que tinha vindo da parte de Deus, que de fato era de
Deus, em sentido não só simbólico, mas real e efetivo.
Agora, com a redenção realizada por Jesus, todos somos, nós também,
verdadeiramente filhos de Deus, consagrados a Ele, pois a Ele, de
fato, pertencemos.
Todos os primogênitos do Antigo Testamento simbolizam o Filho
Unigênito de Deus. Agora, o Unigênito de Deus nos torna a todos
participantes de sua consagração real, pela força do batismo que nos
mergulha em sua divindade.
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